Quanto custa portaria para condomínio O que forma o preço

Sem tabela — porque não existe tabela honesta para portaria. Com a estrutura do cálculo, que serve para avaliar qualquer fornecedor, inclusive antes de falar com a gente.

A resposta curta

Não é o número de unidades

Quase todo síndico chega com a mesma pergunta: quanto custa portaria para um condomínio de 50 unidades? E a resposta honesta é que o número de unidades quase não entra na conta. Ele define o rateio — quanto cada apartamento paga — mas não o custo do contrato.

Um condomínio de 50 unidades com um posto de 12 horas custa menos que um de 30 unidades com dois postos de 24 horas. O que forma o preço são três coisas, e nenhuma delas é o tamanho do prédio: quantos postos, em que horário e em que escala.

Por isso esta página não traz tabela. Alarme e câmera têm preço publicado na página de planos, a partir de R$ 89,90 por mês, porque neles só o número de pontos varia. Em portaria, um valor publicado seria falso para quase todo mundo que o lesse — e valor errado em proposta não some: volta como aditivo três meses depois.

O que dá para entregar aqui, e é mais útil, é a estrutura do cálculo. Com ela o síndico avalia qualquer proposta — a nossa e a dos outros — e chega à visita técnica sabendo o que perguntar.

As três variáveis

O que realmente forma o preço

Quantos postos

Posto é uma posição a cobrir, não uma pessoa. Um condomínio com portão de pedestre e portão de veículo distantes um do outro pode precisar de dois — e dois postos custam praticamente o dobro de um, porque cada um exige a escala inteira. É a variável de maior impacto e a mais fácil de reduzir com projeto: muita gente descobre na visita técnica que um posto bem posicionado, com interfone e câmera no segundo acesso, resolve o que dois faziam.

Qual horário

Doze horas custa perto da metade de 24. Mas 24 horas não é o dobro de 12 por acaso: entram adicional noturno, mais gente na escala e cobertura de madrugada, que é justamente quando o posto é menos usado e mais caro. Por isso o modelo combinado — presencial no horário de movimento, remoto no restante — costuma ser o corte mais eficiente que existe.

Qual escala

É a variável que mais pesa e a que quase ninguém pergunta. Um posto 24 horas exige de quatro a cinco funcionários em revezamento, contando cobertura de férias e falta. O preço do contrato é, antes de tudo, a folha desse time — salário, encargos, benefícios, provisão de férias e décimo terceiro. Não é margem do fornecedor: é obrigação trabalhista, e é a mesma para todo mundo.

Repare no que as três têm em comum: a maior parte do custo de um contrato de portaria é folha de pagamento, e folha é obrigação legal — a mesma para todo fornecedor sério. Não é margem, não é equipamento, não é marca. É salário, encargo, benefício e provisão de férias e décimo terceiro de quatro a cinco pessoas por posto de 24 horas.

Essa é a informação mais útil desta página, porque ela explica duas coisas de uma vez: por que o preço não cabe numa tabela, e por que uma proposta muito abaixo das outras merece uma pergunta antes de um sim.

Comparando com o custo atual

Some tudo, não só o salário

Condomínio que hoje tem porteiros próprios costuma comparar a proposta com a folha bruta — e a conta sai errada, quase sempre contra a terceirização. O número a comparar é o custo total do posto, que inclui o que não aparece no contracheque:

O que entra no custo real de um posto próprio
Item Costuma ser esquecido porque
Encargos sobre a folha Saem em guias separadas do salário e raramente entram na conta mental do síndico.
Provisão de férias e décimo terceiro São despesa de todo mês, mas só aparecem no caixa uma vez por ano.
Cobertura de férias e falta Vira hora extra de outro porteiro, que entra numa linha diferente do orçamento.
Rotatividade Rescisão, seleção, exames e treinamento do substituto — custo real e recorrente na função.
Uniforme, exames e EPI Valor pequeno por item, recorrente no ano, e some no meio das despesas gerais.
Passivo trabalhista Não é despesa até virar processo — e aí é o condomínio, como empregador direto, que responde.

Somados, esses itens costumam mudar a comparação de lado. Não é regra — há condomínio em que o posto próprio continua fazendo sentido —, mas é comum a terceirização parecer cara na folha bruta e barata no custo total.

Onde cortar sem perder segurança

Presencial, virtual ou combinado

Os três modelos e o condomínio de cada um
Modelo Onde faz sentido O que pesa no custo
Presencial Muita entrega, obra em andamento, garagem que exige orientação, público idoso. Situações em que alguém precisa estar ali. A escala inteira do posto: de quatro a cinco funcionários para cobrir 24 horas.
Virtual Fluxo previsível, acessos bem definidos, moradores acostumados a se identificar. É onde a economia é maior. Custo fixo de operação remota, sem escala própria — mais a infraestrutura de câmeras e acionadores.
Combinado A maioria. Presencial no horário de movimento, remoto de madrugada e no fim de semana. Escala reduzida no período presencial. Costuma ser o corte mais eficiente que existe.

O corte que mais economiza raramente é trocar tudo por remoto — é olhar em que horário o posto é de fato usado. Madrugada é o período mais caro (adicional noturno, mais gente na escala) e quase sempre o de menor movimento. É ali que o modelo combinado costuma pagar a diferença sozinho.

Vale a comparação completa entre os dois modelos na página de portaria virtual, e o detalhe do serviço presencial na página de portaria e controle de acesso.

Antes de comparar propostas

Oito perguntas para qualquer fornecedor

Servem para comparar propostas de forma honesta — inclusive a nossa contra a de outra empresa. Duas propostas só são comparáveis quando cobrem as mesmas oito respostas:

  1. Quantos postos a proposta prevê, e em que horário cada um?
  2. Quantos funcionários compõem a escala de cada posto?
  3. Como é feita a cobertura de férias, falta e atestado — está incluída ou é cobrada à parte?
  4. Há supervisão presencial? Com que frequência, e ela custa separado?
  5. O que acontece se o posto ficar descoberto? Existe multa ou desconto previsto em contrato?
  6. O reajuste segue a convenção coletiva da categoria? Em que mês?
  7. Os controladores passam por verificação de antecedentes e treinamento antes da posse?
  8. A empresa tem alvará de funcionamento da Polícia Federal em dia?

A última não é detalhe burocrático: segurança privada é atividade autorizada e fiscalizada pela Polícia Federal, e contratar quem não tem alvará em dia transfere o risco para o condomínio.

O número do seu caso

A visita técnica é gratuita e é ela que fecha a conta

Com os acessos vistos, o fluxo observado e o horário de movimento mapeado, a proposta deixa de ser estimativa. Sem isso, qualquer número — o nosso ou o de quem quer que seja — é chute, e chute em contrato de segurança volta como aditivo.

A Persegue atende 10 cidades num raio de cerca de 40 km de Porto Feliz, e a visita costuma ser agendada na mesma semana do contato.

Dúvidas frequentes

Perguntas sobre o custo de portaria

Quanto custa portaria para um condomínio de 50 unidades?

O número de unidades quase não entra na conta — ele define o rateio, não o custo. Um condomínio de 50 unidades com um posto 12 horas custa menos que um de 30 unidades com dois postos 24 horas. O que forma o preço é quantos postos, em que horário e em que escala. O que muda com o número de unidades é o valor por apartamento: o mesmo contrato dividido por 50 pesa menos na taxa do que dividido por 20.

Por que a Persegue não publica uma tabela de preços de portaria?

Porque não existe tabela honesta para isso. Alarme e câmera têm preço publicado na página de planos, a partir de R$ 89,90 por mês, porque só o número de pontos varia. Em portaria, dois condomínios do mesmo tamanho podem ter custos muito diferentes conforme o número de postos e o horário. Um valor publicado seria falso para quase todo mundo que o lesse — e valor errado em proposta volta como aditivo três meses depois.

Portaria virtual é sempre mais barata que a presencial?

Na maioria dos casos, sim, e a economia vem da folha: a portaria virtual substitui a escala própria por um custo fixo de operação remota. Mas nem sempre é o certo. Condomínio com muita entrega, obra em andamento, garagem que exige orientação ou público idoso costuma precisar de alguém no portão em parte do dia. Nesses casos o modelo combinado — presencial no movimento, remoto no restante — economiza sem perder o que a presença resolve.

Como comparar o custo atual com uma proposta de terceirização?

Some tudo o que o condomínio paga hoje pelos porteiros próprios: salários, encargos, benefícios, provisão de férias e décimo terceiro, uniforme, exames, horas extras e o custo de contratar e treinar substituto a cada saída. Esse total é o número a comparar — não o salário. É comum a comparação parecer desfavorável quando se olha só a folha bruta e virar o contrário quando entram provisões e rotatividade.

Uma proposta mais barata que as outras é sempre melhor?

Nem sempre, e vale entender de onde vem a diferença. Como a maior parte do custo é folha, e a folha é obrigação legal igual para todos, uma proposta muito abaixo das demais costuma estar cortando alguma coisa: escala menor do que o posto exige, cobertura de férias fora do preço, supervisão cobrada à parte, ou encargo que ainda vai aparecer. Pergunte onde está a diferença — fornecedor sério responde.

O que acontece se o porteiro faltar?

Em contrato de terceirização, cobrir a falta é obrigação da empresa, e é por isso que a escala tem folguista. Vale confirmar isso por escrito antes de assinar: é a diferença entre um posto que nunca fica descoberto e um que fica, e é exatamente o item que costuma ser cortado numa proposta artificialmente barata.

A visita técnica custa alguma coisa?

Não. A visita é gratuita e é ela que fecha a conta: sem ver os acessos, o fluxo e o horário de movimento, qualquer número seria chute. Na região atendida pela Persegue ela costuma ser agendada na mesma semana do contato — ligue para (15) 3262-4603 ou peça pelo formulário de orçamento.